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* * * Grilinha * * *

Aqui escrevo de tudo um pouco, principalmente, de tudo o que me vai na alma.

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O meu outro Blog - de Culinária
"A Cozinha da Grilinha"


.: Post do ano :.

O sapo lançou o desafio para se eleger o post que mais nos marcou ao longo do ano.de 2009.

Tive vários posts que me marcaram ao longo do ano, mas este que aqui coloco é por certo aquele que mais vezes voltarei a ler por resumir em poucas linhas o meu ano de 2009.

Boas saídas e melhores entradas são os meus votos a todos os que me visitam e comentam.

 

.: Natal, Natais, .... :.

Este post tem estado pendente mas achei por bem publicá-lo já, para não começar o ano com posts de "Mau-Feitio"

.............................

Ouve-se muito a frase "O Natal já não é o que era!!"

 

Eu acho que o Natal continua a ser o que era mesmo acompanhando as alterações ao longo dos anos.

 

Na minha infância e juventude (décadas de 60 e 70) a noite de Natal era uma típica noite da Beira Baixa:

- Alguns elementos da família (nunca menos de 15) juntavam-se numa das casas maiores e festejava-se o nascimento do menino Jesus com a ceia (bacalhau, couves e batatas) e fritavam-se as filhoses e coscorões ao longo da noite ao som dos cantares típicos de Natal.

Os mais novos divertiam-se a ajudar as mães e tias a esticar a massa das filhoses.

As prendas (a dos pais e pouco mais) estavam em casa de cada um e só se abriam na manhã do dia 25.

 

Com o passar dos tempos e acompanhando a evolução económico/consumista do País e do Mundo e a constituição das famílias, a comemoração do Natal sofreu alterações.

 

Os mais novos (primos e primas) foram casando e assim se foram formando vários núcleos familiares.

 

Não fui excepção e desde 1979 que passei a ter o Natal em minha casa com a família que constituí (filhos, pais, sogros e cunhados). Com o decorrer dos anos, novas famílias e novas divisões se impuseram.

 

Hoje em dia "a crise" é motivo de justificação para tudo e mais alguma coisa e para muitos nesta época ela vem mesmo a calhar para justificar o que não tem justificação (digo eu que tenho mau-feito).

A crise??!!! Não será ela justificação esfarrapada para justificar o que não tem justificação?

 

Para mim as crianças e jovens continuam a ser o alvo dos festejos do Natal (família, ternura do passado, valor do presente e esperança no futuro).

 

Recordo com saudade a simples filhós (forma de boneco) que a minha avó mandava para Lisboa e nunca se esquecia de nenhum dos mais de 30 netos que tinha.

.: Natal 2009 :.

Este ano a noite da consoada foi diferente do habitual.

 

O genro e a filha fizeram o convite e lá fomos nós com os compadres passar o Natal a casa deles.

 

A família cresce, reformula-se e as mudanças de hábitos são inevitáveis.

 

Nos últimos anos o Natal era passado apenas a 4 e por vezes fora da data porque os meus internamentos alteravam os planos ao calendário.

 

Mesmo assim os filhos faziam a festa e comandavam a operação de distribuição de presentes quer fosse dia 24 ou 27 de Dezembro.

 

As comadres trataram da ementa e os anfitriões prepararam a casa para receber as famílias.

A minha comadre é uma excelente cozinheira e preparou umas entradas, um bacalhau com todos e um bacalhau com natas .... 5 estrelas.

 

Depois do jantar foi hora de reunir todos no sofá a assistir a fotos das viagens da Ana pelo Mundo e ainda a um pequeno filme de animação até chegar a hora da distribuição dos presentes.

À anfitriã coube a tarefa da distribuição dos mesmos e foi uma sequência de emoções e boa disposição que nem demos pelo passar das horas.

Já madrugada dentro foi hora de regressar às nossas casas com o coração cheio de amor e muita emoção.

.: Cinquenta e .... dois :.

Envelhecer é inevitável e faz parte do crescimento natural e contínuo da vida.

 

Neste processo evolutivo acontecem momentos de abrandamento aos quais lhes chamamos “etapas/crises”.

 

Ao longo da vida as “etapas/crises”, pequenas ou grandes, traumáticas ou naturais, sucedem-se e encaixam-se num crescente de aprendizagem e saber.

 
Crise da puberdade – se tive nem me lembro!!

Crise da adolescência – lembro-me que dei algumas (bastantes) dores de cabeça à minha mãe

Crise dos 20 – nem sei se a tive porque foi a melhor fase da minha vida (casamento e filhos)

Crise dos 30 – uhmmm ...... bem ..... ai ai ..... nem sei por onde começar pois só me lembro que a cada dia que passava parecia que o Mundo ía ser meu (família e carreira de vento em popa).

Crise dos 40 – chegou aos 40 e 20 dias tipo, bomba atómica (quem quiser saber mais basta clicar ali na Tag saúde)

Crise dos 50 – saltou definitivamente para a crise dos 70 (robe, pantufas e sofá)


 

Segundo dizem os entendidos, já ultrapassei a “etapa/crise” da meia-idade (40-50), a fase da consciência do próprio envelhecimento e da existência de limites da vida que coincide com a “etapa/crise” das hormonas.

 

Já realizei muitos dos meus sonhos (família, filhos, carreira).

Os meus pais já se foram e os filhos já trilham pelo seu próprio pé os caminhos da independência.

 
Deparo-me agora com o factor tempo ou falta dele.

- “ter tempo para isto ou para aquilo” , “ recuperar o tempo perdido!!”

 

A minha relação com o “tempo” não está a ser nada fácil e os cabelos brancos, as rugas e a débil condição física são a prova disso.

 

Será sempre uma incógnita saber quando atingimos a “meia-idade”

- Quem é que sabe onde fica o meio-da-idade??
 
Os 52 anos chegaram hoje e o futuro a Deus pertence.
 
Deixei de dizer: - Amanhã eu vou ou Depois de amanhã eu faço

Passei a dizer: - Hoje não consigo, talvez amanhã lá vá .... (mas sempre acreditando que chego lá - ao amanhã)

 

Obrigada por me visitarem e pela paciência em me lerem.

 

.: Claudicação intermitente :.

Esta manhã acordei melhor e pensei:


-É hoje que vou á baixa comprar 2 ou 3 coisas e até já sei o sítio certo.


Há 8 dias que não punha um pé na rua e depois do almoço lá fui até ao Parque da Praça da Figueira, uma olhadela no Braz  e Braz (tinham o que eu queria ... uhffff) e uma paragem na Suíça conforme documenta a foto.

 


Uma passagem pela Camisaria Moderna (já comprei a prenda para o engº) onde me ficaram com carradas de € € €


Na Rua D Antão de Almada deu para recordar os tempos em que comprava o bacalhau inteiro e o mandava cortar ás postas ali na Bacalhoaria.
O homem das castanhas não se calava a dizer "quentes e boas" "estão quentinhas".


Com algum sol, meio envergonhado, meti-me a caminho pela Rua Augusta ..... aiiii .. aiiii ..... aiiii  ......  lá me encostei à parede a esfregar a perna cheia de dores.


O polícia na esquina olhou para mim (talvez a pensar que fosse fita) e lentamente veio perguntar-me se precisava de ajuda.


Resumidamente (não é fácil) expliquei-lhe o porquê daquela dor e que teria de me sentar até melhorar (sentada na esplanada a esfregar a perna quase 15 minutos)


Tinha planejado surpreender a Patroa da Roulotte das Farturas que trabalha lá para os fundos da Rua Augusta.


Regressei ao Parque de estacionamento a coxear e só pensava nas dores que iria ter a conduzir (malvado pedal da embraiagem que nunca me pareceu tão rijo)
O rapaz deliciou-se com as castanhas assadas e eu cá estou com a perna estendida e bolsa de água quente.
Raios-parta o caruncho!!!
PS1: Não me posso esquecer de pedir análises ao magnésio
PS2: Claudicação intermitente (é uma dor que surge tipicamente quando os músculos dessa extremidade são exercitados, por exemplo, quando a pessoa caminha, e pode ser localizada em zonas diferentes do membro (barriga da perna ou coxa).

.: Christmas time :.

Dezembro chegou e com ele chega tb:

O frio e a neve.

As ruas e montras enfeitam-se com luzes e cores fortes.

O cheiro a filhoses, sonhos e bolo-rei invade as pastelarias.

Árvores de Natal e Presépios nas casas.

O calendário chega ao fim.

Mais um ano a somar ao BI

 

 

 

.: Só pode ser do anti-asténico!! :.

Ando há cerca de 1 ano ou quase 2 a perder peso (de 46/48 kg para 40 kg)

 

Se ganho 800 gramas (graças aos internamentos e bom trato no Hospital) logo perco 1 kilo numa semana de crise.


Todos os médicos me dizem que estou muito magra, etc etc .....  a semana passada consegui marcar consulta de nutricionismo.
Esta 6ª feira tenho consulta e com que cara é que vou dizer à medica ou médico que esta semana ando a tomar pequeno almoço, bolos a meio-da-manhã, almoço, lanche, sub-lanche, jantar e ceia ... e algumas bolachas ás 4 da manhã!!!???
Vão dizer que estou rota (e não se enganam)!!!

 

Não me posso esquecer de acrescentar á lista habitual de medicamentos o anti-asténico que tomo há 8 dias.

Anti-asténico - Medicamento utilizado para reduzir a debilidade produzida por estados patológicos crónicos.