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* * * Grilinha * * *

Aqui escrevo de tudo um pouco, principalmente, de tudo o que me vai na alma.

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O meu outro Blog - de Culinária
"A Cozinha da Grilinha"


.: O Hipocondríaco :.

Em tempo de remédios falsificados e laboratórios incompetentes, vale a pena lembrar deste consumidor compulsivo que faz da bula Bíblia: o hipocondríaco. Ele padece do mal de ter a mania das doenças e adora tomar remédios. Ao passar à porta da farmácia não resiste e pergunta: "O que tem de novidade?
"Nada mais ofensivo ao hipocondríaco do que erguer um brinde e desejar-lhe "saúde!". Ele só frequenta coquetel de vitaminas. Encara sempre o interlocutor com aquele olhar de quem diz: "ando sentindo coisas que você nem imagina". No telefone, faz voz de vítima. Cara a cara, suplica, silente, a compaixão alheia.
Está sempre entrando ou saindo de uma gripe; já tomou todas as vacinas; sofre da coluna; padece de insónia; e trata o médico como faz com motorista de táxi: "Tá livre?"
O hipocondríaco entra na Justiça exigindo mandado de prisão contra os radicais livres e duvida que alguém possa imaginar o tamanho da enxaqueca que teve ontem. Enquanto outros fazem compras, o prazer do hipocondríaco é visitar drogarias de vitaminas importadas. Ingere pela manhã o abecedário em drageas e nunca se deita sem antes tomar um chá de ervas.
Hipocondríaco não tem plano de saúde; prefere cota de cemitério. Gosta de se separar da família para morrer de saudades. E fica doente de raiva quando alguém diz que ele aparenta boa saúde.
O autêntico hipocondríaco carrega sempre uma dorzinha de lado, uma unha encravada, uma afta na boca, uma irritação na garganta, uma dor na coluna e umas tonturas estranhas.
Para o hipocondríaco, esposa ideal é a que banca a enfermeira; cadeira confortável é a de rodas; e cama macia, a de hospital.
O hipocondríaco é a única pessoa que, pelo som, distingue sirene de ambulância da de viatura de polícia e de bombeiro.
O guru do hipocondríaco é Hipócrates, e a sua filosofia resume-se nesta questão metafísica: "Se a gente nasce deitado e morre deitado, por que não viver deitado?"
O hipocondríaco morre de medo da vida saudável. Está convencido de que a diferença entre o médico e ele é que o primeiro conhece a teoria e, o segundo, a prática. Nunca pergunte : "Vai bem?" É preferível: "Melhorou?"
O hipocondríaco só assina revistas médicas . Mas, ao contrário do que se pensa, o hipocondríaco não quer morrer — isto o curaria da sua loucura.
Nunca convide um hipocondríaco a matricular-se numa academia de ginástica. Ofereça-lhe um check-up. Os únicos exames que ele aceita fazer são os clínicos e adora ser reprovado. Se faz cooper, a perna dói; se pratica natação, fica resfriado; se flexiona o abdome , sente dor nas costas.
O hipocondríaco escuta o médico com a mesma atenção que o bêbado ouve os conselhos do abstémio. O grupo de amigos do hipocondríaco reúne-se á porta da farmácia e tira férias em clínicas de repouso.
O hipocondríaco é o único paciente que consegue decifrar letra de médico. Não se recolhe para dormir, mas sim para repousar. Nunca deseje "bom-dia" a um hipocondríaco; pergunte: "Levantou-se melhor?" Aliás, ele não se levanta; tem alta. No aniversário, dê-lhe um vidro de remédios. Todo o hipocondríaco é viciado em aspirina, vitamina C e melatonina.
O hipocondríaco sabe dar nó nas tripas e acredita que o melhor lazer é curtir uma diverticulite. Considera incompetente todo o médico que diz que ele não tem nada.
O hipocondríaco acredita em tudo que os mídia falam sobre cuidados com a saúde.
Quando viaja, não se hospeda; se interna. No bolso de dentro do casaco ele não usa caneta, mas sim termómetro. E é a única pessoa capaz de enxergar vírus e bactérias em talheres de restaurantes.
O sonho do hipocondríaco é ser socorrido por um daqueles helicópteros que aparecem na TV. E fica feliz porque tanto reclamou, pois já existia telesexo, telepiada, telepizza, telesorteio, só faltava o teledoença: você liga, descreve os sintomas e, do outro lado da linha, uma voz de médico prescreve a medicação.
Deve ter sido um hipocondríaco quem deu ao remédio que combate infecções o nome de antibiótico — que significa "contra a vida".
O hipocondríaco não tem remédio. Ele só se cura quando morre e, paradoxalmente, a morte é o sintoma mais óbvio de que ele tinha razão. Pena que não possa levantar-se do caixão e enfiar o dedo na cara de quem o tratava pejorativamente como hipocondríaco. De qualquer modo, repare como ele, defunto, traz um sorrisinho de vitória nos lábios.
(texto recebido por mail)

.: Centros de Emprego e Segurança Social ..... :.

Hoje (26/4/2004) estou convocada pela 6ª vez em 2 anos para me apresentar no Centro de Emprego da minha área. Das outras vezes passei lá parte do dia a ouvir como se faz um Curriculum, uma carta de apresentação, a postura a ter nas entrevistas, etc etc. Quando chega a minha vez e me perguntam qual era a minha função, eu explico que fui “Responsável de Recursos Humanos” e que entrevistas, analisar CV, salários, avaliações de desempenho, formação etc etc foram as minhas funções ao longo de 26 anos de carreira.
A ultima vez que lá estive fiquei pasma ao constatar que os exemplos de CV e cartas que apresentam estão completamente desactualizados. A técnica desculpou-se esfarrapadamente por não ter um manual mais actualizado. Na sala estavam cerca de 20 pessoas entre os 35 e os 55 anos, licenciados ou com habilitações a nível do secundário e das mais diversas profissões.
Ao fim de meia hora a senhora optou por mandar sair os casos próximos da pré-reforma (55 anos) e os licenciados, porque não há formação disponível para estes casos e nem se vislumbra a hipótese de emprego.
Questionei a senhora se costumavam sondar as empresas sobre as necessidades de trabalhadores, ao que me respondeu que as empresas é que os procuram. (é claro que não procuram).
Descontei para a Segurança Social durante 26 anos a “bruta” percentagem que todos somos obrigados a ver retirada aos salários. Sempre soube que o sistema não funciona na proporcionalidade dos salários e descontos efectuados mas nunca pensei chegar ao ponto em que me encontro hoje. Para receber o 1º subsidio de desemprego, foram precisos 6 meses e muitos telefonemas e deslocações à Seg Social.
É verdade que utilizo com mais frequência desde 1998 (há 6 anos) o sistema de Seg Social (internamento hospitalar, cirurgias e medicamentos ). Tenho acesso a este sistema porque trabalhei e fiz descontos. Não caberia ao Governo facilitar aos seus cidadãos a Saúde Grátis? Desde 1998 que tenho uma incapacidade de (68%) que apenas me dá direito a ser reembolsada de 2€ por dia, sendo que gasto em material de ileostomia a quantia de 15€ diários.
Estou no fim do subsidio de Desemprego e sem emprego à vista, pelo que me resta viver da caridade do meu marido até atingir a idade da reforma por velhice (já morri antes).
É claro que a treta toda é que não andamos a descontar uma vida inteira para nós. Andamos a descontar para as pessoas que recebem o ordenado mínimo garantido, para os desempregados de longa duração, para as pensões das donas de casa e agricultores que não fizeram descontos, etc. E não digo que isso seja mau porque acho que faz parte da vida em sociedade. Mas acho que está errado ficar dependente de um familiar ao fim de 26 anos de trabalho e de descontos que fui obrigada a fazer !! Por muito que tenha poupado, não há poupança que dure anos e anos sem salário ou pensão.
Dos cerca de 300 colegas que ficaram no desemprego no mesmo dia que eu, nenhum foi contactado pelo Centro de Emprego para hipótese alguma. Cada um teve que se safar sozinho pois as reuniões no centro de Emprego só servem para perder uma manhã.
Por mim acho que o melhor é deixarem-nos ficar com o nosso dinheirinho e não têm que se preocupar mais connosco. Cada um que trate de si, e que utilize os seus descontos para um seguro de saúde ou um PPR .
Vou dormir que daqui a poucas horas lá vou eu uma vez mais ouvir a mesma lengalenga.

.: Sorria e diga BOM DIA :.

Quando passar aqui pelo blog diga "Bom Dia" "Bom Dia, dormiu Bem ? ....... ; como vai? ...... está contente? está triste? ......... ! "Bom Dia" exprime tudo o que não é dito "Bom Dia" sem razão, não se nega a ninguém ! .............. pois quem não diz "Bom Dia" alguma coisa esconde .................. "Bom Dia" faz bem ! ........... pois as vezes, "Bom Dia" é a única palavra para um dia ................ é uma voz no silêncio e, talvez na ausência, a nossa companhia ! "Bom Dia" não custa nada ! Diga "Bom Dia" e siga............... pois tanta coisa num "Bom Dia" cabe! Nunca tinha pensado que ao dizer "Bom Dia" pode alegrar o meu Dia e até fazer poesia ! Passe aqui pelo Blog mas não se esqueça de deixar e levar o seu "BOM DIA"

.: Mini-férias :.

Fim de Semana prolongado ou Mini-férias !!! É chique "onué"?

Sol, muito sol, céu azul, ar puro e águas límpidas a correr pelas encostas. Caminhar e mais caminhar pelas Aldeias e ruas da cidade. Visitar os tios, as tias, os primos, as primas, os amigos d’infância, o Sr Professor, o Prior, a escola primária, a igreja, a fonte e a casa ...

O vento fresco que vinha da Serra refrescava o calor emanado pelo alcatrão aquecido pelo Sol e pelo rolar dos pneus dos carros.

Foram 3 dias de calmaria nos quais se fez pouco, se comeu bem, se passeou bastante e ...... pouco mais.

 

.: Os Filhos :.

Há já alguns dias que ando para escrever para vocês (filhos), mas o tempo foi passando e acabei por me envolver com outros temas. São tantas coisas que acontecem no dia a dia, que acabo por deixar para depois, metade do que penso fazer.

A Ana Rosa tem 22 anos, alta, ruiva e é do signo Escorpião (doce, meiga mas de “nariz empinado”). Daria para escrever um livro sobre situações do quotidiano desta ruiva que iniciou os estudos aos 5 anos de idade e hoje já licenciada exerce a sua profissão de consultora numa prestigiada empresa. Ao longo dos 12 anos de escolaridade, obteve sempre as melhores classificações sendo ainda hoje referenciada por muitos dos professores e proprietários do Colégio Valsassina.
Um dos seus hobbies foi o Ballet que a acompanhou até aos 17 anos (certificada pela Royal Academy of Dance). Depois vieram as danças de salão e aí começa uma nova etapa da sua vida. Nas danças conhece o namorado e nesse ano entra para a Universidade. Na Universidade Nova de Lisboa foi a melhor aluna em algumas das cadeiras do curso de Gestão, tendo sido destinguida com bolsas e prémios atribuídos pela Univ. e por Empresas patrocinadoras.
Teve ainda tempo para frequentar o programa Erasmus na Holanda. Aos fins de semana frequentava cursos de Línguas (Espanhol e Inglês). Aos 18 anos tirou a carta de condução e ofereci-lhe o meu Opel.
Hoje partiu em mini-férias para o Algarve e Sul de Espanha. Quando regressar a Lisboa terá a surpresa que reclamou há alguns dias num dos comentários que colocou aqui no blog.



O António (Tó) tem 20 anos (quase 21), moreno, mede 1,90, pesa 95 kilos e é do signo Leão. Devido à sua frágil saúde (asmático), foi submetido a diversos internamentos e cirurgias (oftalmologia e apendicite) até aos 10 anos de idade. A irmã era a sua segunda mãe (ainda hoje não toma decisões de maior vulto sem que a “Anita” lhe dê a sua opinião). Como passava muito tempo em casa ou no hospital, todos lhe queriam minimizar o sofrimento e ofereciam-lhe jogos para a consola de Nintendo. “Profissionalizou-se” em jogos, de tal modo, que chegava a terminar um jogo no próprio dia em que o recebia. (hoje guarda religiosamente essa consola e a imensa colecção de jogos).
Nos primeiros anos de escolaridade foi-lhe diagnosticada uma hiperactividade e desatenção quase total ás tarefas escolares, que as professoras diziam ser a resposta à excessiva protecção familiar. Uns anos mais tarde foi acompanhado por um terapeuta que lhe chamou "superdotado". Nessa altura pouco ou nada se sabia sobre estes casos. Por sugestão deste terapeuta inicia-se no Ténis e na Natação. O Ténis ficou apenas como uma boa recordação, uma colecção de raquetes "empenadas" e sempre que pode lá vai assistir a algum jogo do "Estoril Open". A natação passa a ser o seu desporto de eleição e aos 16 anos ingressa no Polo-Aquático. Da UEL passa para o Sporting onde joga actualmente como federado.
Nos 12 anos de escolaridade do colégio Valsassina foi sempre um aluno mediano mas esforçado por acompanhar o andamento dos colegas.
É extremamente meigo e sensível. Sempre que vai ao Colégio assistir ás festas anuais lá estão as “meninas” (continuas) à sua volta cheias de saudades do menino meigo e ternurento que elas ajudaram a criar.
Aos 18 anos tirou a carta de condução e hoje em dia é o meu "choffeur" particular na maioria das passeatas.
O ano lectivo 2003/2004 traça o início de uma nova etapa com a entrada no curso de eng. Informática do ISEL. A sua grande paixão é o PC que construiu peça a peça.
    


Não se pense que a vida lhes sorriu sempre. A minha doença surge quando tinham 16 e 14 anos respectivamente. Aguentaram firmes durante mais de 6 meses (dia após dia, noite após noite), visitando-me diariamente (nem sempre possível devido ao estado precário em que me encontrava) mantendo o sorriso e o brilho nos olhinhos rasos de lágrimas de saudade. Foi por eles que eu sobrevivi e contrariei as informações clinicas de “não há mais nada a fazer”.
Hoje, passados 6 anos, continuo a ajudá-los e apoiá-los e a tê-los sempre junto a mim, não esquecendo todo o apoio, a presença e o acompanhamento do Pai como pilar forte da Família.

Amo os meus filhos desde o momento que soube que estava grávida e orgulho-me de ter os melhores FILHOS do Mundo.

Espero como mãe, que eles consigam realizar os seus sonhos. Esta será a confirmação de que os soube educar!!!

beijinhos da Mãe Grilinha