O meu outro Blog - de Culinária
"A Cozinha da Grilinha"


20
Fev 12

No final de 2011 o Primeiro Ministro disse na Comunicação Social que os professores desempregados deveriam optar pela emigração. (façam as malinhas e deixem filhos, maridos ou mulheres por cá e "abandonem a zona de conforto")

O Ministro Miguel Relvas apoiou esta ideia e reforçou a mesma indicando África e Brasil como boas opções para emigrar e que iria ser criado um Gabinete de Apoio à Emigração (Gabinete do xuto-no-traseiro daqueles que lhes podem fazer frente e atrapalhar as ideias de um Governo Oligarquista).
Em Janeiro foi a França que veio recrutar Médicos e Enfermeiros, esta semana foi a Alemanha que decidiu recrutar engenheiros .....

 

- Um País sem jovens e sem gente qualificada é um País pobre e sem iniciativa.

- Um País de famílias separadas por falta de apoio dos seus governantes é um País desmoralizado e descrente.

- Um País de velhos, doentes e incapacitados é um País caduco e moribundo.

- Um País que pede sacrifícios aos grupos mais vulneráveis (classe trabalhadora e reformados) e proteje os ricos é um País cruel e insensivel.   

 

Durante 30 anos trabalhei e lutei pelos meus sonhos, sempre com um sorriso nos lábios.

Pensava chegar à idade da reforma e poder descansar feliz, com os filhos profissionalmente e pessoalmente realizados, sem ter que depender de ninguém.
Consegui proporcionar aos meus filhos, formação e educação superiores. Sacrifiquei-me e sacrifiquei-os dedicando-me à carreira profissional 12/14 horas por dia a pensar no Futuro/Velhice sem sobressaltos.

 

A filha, há 10 anos que trabalha pelos 4 Continentes e só não se fixou por lá, porque o desejo de constituir família falou mais alto, mas volta e meia lá vai ela, qual caixeira-viajante, facultando mão-de-obra altamente qualificada num País estrangeiro.

 

O filho, há alguns anos que vê o núcleo de amigos a desmembrar-se pelos 4 cantos do Mundo e, se até agora nunca lhe faltou emprego, já a evolução profissional tem sido barrada pela "conjuntura actual".

Bastaram 2 meses para que um País do Centro/Oeste Europeu lhe abrisse as portas facultando um contrato de trabalho com condições iguais a quem executa tarefas iguais, apoio na legalização e todo o acolhimento necessário a quem "cai de pára-quedas com armas e bagagens" num País estrangeiro.

 

Por cá, ficou a família desmembrada e um silêncio que rói por dentro o coração e a alma.

Eu sei que as novas tecnologias nos ajudam a matar saudades mas faz-me falta os seus beijos e abraços, as confidências diárias, o apoio de um filho sempre presente, a companhia ao pequeno almoço, ao jantar e no chá com torradas antes de deitar ... a ele faz-lhe falta a presença da família.

 

Aos Holandeses só me resta pedir-lhes que tomem conta do "meu menino" e que podem contar com um excelente profissional e um cidadão cumpridor.

 

Quando me tocam nos filhos, sou vingativa e tenho mau-feitio e por isso mesmo aos Governantes deste País desejo que os filhos lhes causem em dobro, ... triplo, a dor e a saudade que eles me estão a proporcionar hoje a mim.

 

Grilinha

20 Fevereiro 2012 

* * Grilinha * * às 16:30
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Olá, Fernanda Grilinha!
De vez em quando dava cá um pulinho e hoje finalmente vejo que voltaste a dar sinais de vida!
Já tinha saudades dos teus escritos (de que tive conhecimento através do excelente Marius70)!
E finalmente resolvi escrever qualquer coisa.
Depois de ter "mandado" muita gente para o estrangeiro nos anos 70 a 74 (trabalhava no então Serviço Nacional de Emprego, como Técnico de Colocação) vejo que agora a situação se repete. Lamento. E compreendo a tua revolta. Tenho um filho lá fora há 12 anos, que não conta cá voltar. Tenho cá outro, numa situação razoável, embora me questione muito pelo futuro dos meus netos (6 e 8 anos).
Que nome se pode dar a um país em que os seus filhos, para sobreviverem, têm de emigrar?
Quanto aos filhos dos governantes, Fernanda, serão necessárias muitas pragas para que eles venham a sofrer o mesmo que os nos filhos...
Há anos que eu comentava e antevia a situação actual (nunca fui visionário, simplesmente bastava-me ver o evoluir das coisas), e nunca me enganei nessas previsões. Ou melhor, apenas numa: nunca imaginei que após o 25 de Abril, para tapar erros de várias décadas (não vou entrar em mais pormenores), alguém resolvesse DESPUDORAMENTE roubar apenas alguns Portugueses (Funcionários do Estado e Reformados) perante a passividade de quem não deveria ter permitido tal coisa
Mas adiante.
Que continues o teu blogue e que continues a ser a Mãe Coragem como até agora!

João Firmino a 20 de Fevereiro de 2012 às 19:50

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Fernanda Grilo
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