O meu outro Blog - de Culinária
"A Cozinha da Grilinha"


28
Fev 07

06:30 - Aeroporto da Portela (departures)

- Até Sexta

- Até Sexta filha. Cuida-te.


A caminho da Portela já a Aurora estava a mudar de turno com a Manhã e o chefe Sol acenava do outro lado do Rio Tejo.


O Tabuleiro (pastelaria) ainda estava encerrado. Sem parar segue-se caminho via Encarnação.

A chaminé da Grande Padaria emanava um cheirinho a pão quente irresistivel.


- Bom Dia, quero 3 bolas de  mistura, 2 bolas de berlim, 2 .....  sff


O pão quente chama pela manteiga.

Os tabuleiros de bolas de berlim, croissants, pães de leite gigantes, pasteis de nata, mil folhas, queques e bolos de arroz ás dúzias, sorriem para os clientes que se perfilam junto ao balcão de pedra mármore.


Há anos que não passava naquela padaria onde durante mais de 15 anos comprei o pequeno almoço antes de seguir para o escritório.


Ás 07:00 já em casa e com um chá de limão quentinho (esta constipação não me larga) tomámos (mãe e filho) um belo pequeno almoço.


Tenham um Bom Dia

* * Grilinha * * às 07:51
estou: Bem disposta

24
Fev 07
Estes textos são a forma de guardar memórias que o tempo e a alzheimer podem apagar.
 
Não pensem que estou já a pensar em arranjar outra doença, mas .... pelo sim pelo não .... aqui fica o meu C. V. (Currículo da Vida)
 

Currículo da Vida

Quase nos 50 (cota).

 

Andou na escola até ao 25 de Abril de 1974 (com 16 anos faz o 9º ano – antigo 3º ano comercial na Patrício Prazeres em Lisboa).

 

As greves e saneamentos de professores aborrecem-na e decide ficar em casa a dar explicações aos miúdos lá da rua.

 

No Carnaval de 1976 apaixona-se a sério. No Verão começa a trabalhar numa fábrica de tabacos (a única no país).

 

Verão de 1979 casa com a paixão de 1976.

 

24 horas depois do casamento um acidente de viação acaba com a lua-de-mel, provoca uns arranhões, uns hematomas, os óculos partidos e atira com o mini 850 de estimação para a oficina.

 

1981 Nasce a Filha (uma boneca ruiva, linda).

 

1983 Nasce o Filho (um matulão moreno e vesgo como a mãe) no dia do aniversário do avô materno (Sr. Grilo)


1984 Perde o Pai numa suposta “simples” cirurgia á vesícula (afinal era um tumor no pâncreas)

 

1985 A paixão recebe o canudo de engº e finalmente partem em lua-de-mel (atrasada) até á Madeira.

 

A vida começa a ficar monótona e profissionalmente desorientada – (escriturária) não passa da “cepa torta”.

 

1987 - Adepta das matemáticas, mesmo depois de ter formação na área de letras, volta aos bancos da escola com pretensões a notas (money money) e um canudo.

 

Apaixonada pela vida e pelo conhecimento, luta por atingir os objectivos.

Nos anos que se seguem a tarefa não vai ser nada fácil (mãe, mulher, trabalhadora, estudante).

 

1989 Agarra uma proposta de emprego com hipótese de carreira na área de estudo onde tem demonstrado ser boa a (quase) tudo e verdadeiramente excepcional a (talvez quase) nada.

 

Fascinada com a nova carreira profissional não consegue ter o tempo necessário para a “paixão” nem para os “filhos” sendo compensada com a preciosa ajuda da Mãe.

 

1993 Entra na Faculdade (finalmente vai tirar o canudo).

 

Os anos passam e a vida é vivida a uma velocidade super sónica.

- A carreira profissional vai “de vento em popa”.

- Os filhos crescem a olhos vistos e são o seu orgulho.

 

1998 É o ano do tão desejado canudo “Dr.ª F G”.

 

Quando tudo parecia estar bem, surge um “terramoto”.

- A carreira profissional termina aqui.

- O curso fica pendente no último ano.

(amigos e colegas de curso que foram o seu apoio ao longo dos anos lectivos, são visita constante ao longo da doença).

- A família não quer acreditar no que lhes está prestes a acontecer.

- A vida presa por um fio.

- A paixão, os filhos e a mãe sobrevivem á notícia e rezam para que não seja chegada a hora do ajuste de contas com o S. Pedro.

 

1999 - Regressa a casa, terrivelmente debilitada mas disposta a viver um dia atrás do outro ao lado da família e agradecendo a Deus por lhe ter dado mais uma oportunidade terrena.

 

Os anos que se seguem estão recheados de muito sofrimento e experiências, boas e menos boas.

A família, em especial o acompanhamento dos filhos, ocupa-lhe a maior parte do tempo e deixa-a feliz.

A Internet passa de hobbie a fascinação.

O grupo de internautas intitulado “Adegueiros”, por se terem conhecido no fórum Adega, é ainda hoje a sua companhia diária em frente ao PC (+ de 100 mails diários de boa disposição, companhia, amizade e ajuda).

Hoje são amigos reais graças aos encontros que têm promovido ao longo dos anos.

 

2003 Sofre um duro golpe com a morte da mãe.

Inicia-se na blogosfera com o blog * * * Grilinha * * * (diminutivo do seu apelido “Grilo” que usa como nick desde 1999).

O leque de Amigos estende-se pelo Globo.

O cartão da Seg Social é subsituído pelo de Pensionista (reformada por invalidez).

 

Nas horas vagas e sempre que o esqueleto permite dedica-se a outros hobbies (ponto cruz, arraiolos, cozinhados e passeatas)

A força de viver e o amor da família têm-na acompanhado ao longo destes 9 anos.

 

2007 - Continua a comandar as rédeas da família, tem sempre dois ou três trabalhos manuais em mãos... escreve quase todos os dias no blog, visita as dezenas de blogs que tem na lista, comenta-os e está sempre pronta a dar uma mãozinha a quem lhe pede ajuda.

É social, não usa intelectualidades de palavras caras, gosta de música dos anos 60/70, não é esquisita.

Derrete-se (cora) com qualquer elogio, adora romantismos e manifestações sinceras de Amizade.

Possuidora de uma imaginação fértil, caprichosa e demasiadamente teimosa é assim a Grilinha.

* * Grilinha * * às 15:34
estou: lamechas

23
Fev 07

"pé ante pé";

esqueleto frágil como uma flor;

assim levo os últimos dias.


Volta e meia tropeço num "tapete" ou num "degrau";

levanto-me com algum esforço;

sigo em frente, "pé ante pé".


Obrigada a todos os que me têm acarinhado com visitas, comentários, sms, emails, telefonemas, ...


Irei visitar e agradecer individualmente a todos os que comentaram o post anterior.


Obrigada a todos



* * Grilinha * * às 15:27
estou: c/vontade de seguir em frente
tags:

17
Fev 07

Dizem alguns amigos meus que tenho mau feitio, mas eu não me incomodo nada com isso e .... seja defeito ou “mau” feitio, já não vou mudar.

Mais um episódio nas urgências do Hospital de S. José.

 

Ontem (6ª feira), levantei-me com muitas dores na coluna (já ando assim há 2 meses) e ao abrir o armário dos medicamentos dei de caras com um analgésico/antipirético para tomar em SOS.

Em SOS ando eu sempre, mas desta vez não resisti e tomei 1 cápsula “Lyrac 150”.

Bebi o chá e comi uma fatia de pão torrado.

Meia hora depois começaram as tonturas, visão turva e nauseas.

Lá me fui arrastando entre a cama e o sofá mas a situação piorava a cada momento.

Ás 14 horas já não me aguentava de pé e lá fui amparada pelo meu filho até á cama onde caí quase inanimada.


Filho ao telefone – Boa tarde, a minha mãe está........ blá blá blá

112 – blá blá blá vamos já enviar uma ambulância

Uns minutos depois chegam os bombeiros que ao fazer os testes e perguntas da praxe, seguem rumo a S. José.


Tinóni Tinóni

15:13 – Chegada ao H. S. José o bombeiro faz a informação na triagem e numa das informações diz:

- A Sr.ª tem isto, isto, isto ....... e uma ileostomia há 9 anos.

- A médica – Que palavrão é esse?

O Bombeiro indignado com a questão da médica estagiária, responde-lhe:

- A Srª não tem intestino e usa um saquinho Sr.ª Dr.ª. Não sabe o que é?

Volta para junto de mim e diz-me:

- Você fica bem entregue, a médica não sabe o que é uma ileostomia!

 

Entrada imediata para o balcão de urgências.

Um primperan para pararem os vómitos e um Diazepam (relaxante muscular).

O médico não gosta muito dos sintomas e diz:


- A princípio achei que fosse um AVC ou alguma perturbação a nível do sistema nervoso central.

Vai a Otorrino para despiste, vai fazer um ECG e análises.


Alguns minutos passados e mantendo a dificuldade em articular palavras, as mãos geladas com os dedos dobrados e os pés gelados, pedem-me para passar para um cadeirão pois a maca faz falta para outro doente.

A cambalear e apoiada na auxiliar lá me arrastei até a um cadeirão onde me colocaram um cobertor a apoiar a cabeça e outro sobre as pernas para não arrefecer (gelada já eu estava).


Mais alguns minutos passados vem outra auxiliar pegar-me pelo braço.

- Não há cadeiras de rodas, faça lá um esforço para se equilibrar que vamos ao Otorrino.

Tombo para cá, pancada para lá, mão na parede, braço apoiado na auxiliar, lá chegámos ao outro lado do corredor.

- Estamos a ver um doente leve a senhora de volta que já a chamamos daqui a 15 minutos.

Percurso inverso, 30 minutos de espera.
Voltamos lá e estavam a conversar pois nitidamente tinham-se esquecido de me chamar.


No Otorrino fazem-se os testes do costume e acontecem os desequilíbrios uns atrás dos outros.

Depois de alguma explicação chegamos á fibromialgia que tenho há 4 anos.

“Vertigens, dores agudas, cansaço permanente, visão turva, zumbido nos ouvidos” ... não há dúvidas que é uma crise de fibromialgia em estado avançado.

- Tome este comprimido que não lhe vai resolver o problema mas tb não lhe fará mal nenhum.

 

De volta ao balcão já o cadeirão estava ocupado. Sento-me por breves instantes numa cadeira.

 

- Vá fazer um electrocardiograma e estas análises lá ao fundo do corredor.

- Sim, eu sei onde é mas não consigo lá chegar pelo meu pé.

- Vá aqui encostada a esta parede que lá ao fundo tem uns bancos.

 

A parede foi o meu amparo e lá cheguei á porta da analista (7 pessoas em pé á espera), voltei-me para a porta do ECG (tontura)... várias mãos dão apoio e lá se equilibra o esqueleto.

 

Deitada uns breves minutos para o ECG, foram óptimos para recuperar algum equilíbrio.

A braçadeira do pulso não faz contacto e há necessidade de a subir quase até ao cotovelo (A Sr.ª é muito magra)....... são 45kgs para 1,72m.

De volta ás análises, aguardar em pé alguns minutos numa zona de corrente de ar (quem lá vai sabe do que estou a falar).

Foi rápido tirar sangue.

- Aguarde +/- 2 horas pelo resultado.

 

De volta ao corredor frio e em corrente de ar, cheio de gente em pé e outras tantas sentadas nos poucos bancos disponíveis, lá se levanta um senhor, depois da enfermeira solicitar que os acompanhantes se levantassem para dar lugar aos doentes.

 

A sala do bar costuma ter ar condicionado e lá fui sentar-me numa cadeira do bar a beber um chá quentinho a fazer tempo para voltar ao balcão e saber o resultado dos exames.

 

2 Horas depois (19,30) as análises já lá estavam mas tinha que aguardar pois estavam a observar outros doentes.

Entretanto o Eng.º chega e faz alguma companhia.

 

Esperei... esperei... esperei... pedi... voltei a pedir... (60 minutos depois).

 

- Electrocardiograma (ligeira arritmia), análises (ligeira anemia, magnésio, potássio, cálcio, ferro... baixinhos), tem que engordar.

Vá ao seu médico de família para a enviar a neurologia e controle a fibromialgia com o seu reumatologista.

Boa noite e as melhoras.

- Obrigada (ainda agradeci! Estava mesmo doente !!)


Atravessar o H. S. José de ponta a ponta, debaixo de chuva, porque não foi permitido o Eng.º entrar com o carro que ficou estacionado nas imediações.

 

21:00 Horas – Chegar a casa, fazer um chá, estender roupa, arrumar a cozinha do jantar da família, beber o chá, deitar e dormir até de manhã.

 

O dia de hoje foi mais calmo mas ainda penoso.

 

Assim vai o SNS neste país á beira-mar plantado.

 

Nota: O H. S. José está em obras na antiga zona de urgências e SO há mais de 6 meses.

O atendimento é feito num corredor adaptado com painéis e cortinados (zona dos claustros) que tem recebido alguns melhoramentos de condições de atendimento mas que está, como vos descrevi.

 

Se eu tivesse o tal “mau feitio” que disse no início não teria vindo para casa sem reclamar por escrito, os lamentáveis episódios por que passei ontem naquele Hospital.

Quem me conhece sabe que não foi a 1ª vez que passei por situações caricatas em S. José, mas tb diga-se a bem da verdade que é num Hospital Civil que me têm salvo a vida, (Stº António dos Capuchos), onde o atendimento é melhor, mas mesmo assim, longe de ser o desejável.

 

Até um dia destes que pelos vistos a saúde vai continuar ausente aqui por estes lados!!

 

Grilinha

* * Grilinha * * às 09:42
estou: indignada
tags:

14
Fev 07

Todo o dia é dia para se dizer "Te Amo".

 

O engº chegou com estas lindas rosas para comemorar os 30 anos de namoro.

Feliz dia dos Namorados apesar da saúde ter voltado a dar um passo atrás.

* * Grilinha * * às 22:06
estou: novamente doente


Fernanda Grilo
(Grilinha)
16/12/1957
Lisboa-Portugal
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Olá.Quando vi no mail "Grilinha", voltei a sorrir....
Olá Maria AraújoObrigada por te teres lembrado de ...
Boa noite.Há minutos, enquanto jantava, lembrei-me...
Gostei muito de ler a tua opinião! Um beijinho
http://meninadeangola.blogspot.com (http://meninad...
Ah ! Ah ! Ah !Adorei as regras.
Deixo o link para o meu Facebook:https://www.faceb...
Olá AméricoFiquei muito satisfeita de te voltar a ...
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