O meu outro Blog - de Culinária
"A Cozinha da Grilinha"


27
Nov 08

Chegou a época Natalícia e com ela os apelos à Solidariedade.

Chegou também a época em que muitas vozes se levantam contra estes pedidos e manifestações de solidariedade em massa só nesta época.

Chegou também a época em que eu estou em (des)acordo com estas duas anteriores afirmações pois:

 

É nesta época que mais se fazem sentir as necessidades de agasalho e comida quente no nosso País.

É nesta época que as pessoas têm mais disponibilidade financeira para ajudar.

É nesta época que os católicos celebram o nascimento do Salvador e todo o seu significado.

É nesta época que os carenciados recorrem mais a pedidos de apoio.

 

Se não celebramos o nosso aniversário todos os dias, porque razão deveremos andar a festejar o Natal todos os dias?

Eu sei que não é a mesma coisa mas, o que é banal cai em esquecimento (digo eu!!!)

 

Muitas vozes se levantarão, contra ou a favor ou com opiniões diversas mas é isso que é importante, que cada um aja conforme a sua consciência e disponibilidade.

 

Eu festejo o Natal na sua época com tudo o que a mesma representa para mim (Paz, Solidariedade, Família, Alegria, Sonhos doces e dos outros)

 

A Solidariedade ao longo do ano faço-a através de donativos em dinheiro, alimentos para o banco alimentar e roupas para a habitual Associação Samaritana em Lisboa mas, nesta época redobro o meu apoio e faço os possiveis por adquirir artigos de Associações que apoiam causas solidárias.

Ontem lá veio o estafeta (voluntário) levantar o donativo habitual adicionado dos votos de Boas Festas.

 

Para os que nunca fizeram um acto de solidariedade fica aqui a deixa:

- Pelo menos na época do Natal, seja solidário.

 

Boas Festas para todos e digam o que vos vai na alma sobre o assunto

* * Grilinha * * às 14:58
estou: com o habitual mau-feitio
tags:

Esta época é assim, pedidos e mais pedidos... eu dou quando posso, tanto faz ser em Janeiro como Dezembro, agora dar por obrigação só porque é Natal, Não. Dou quando quero e posso. bjs cinda
cindamoledo a 27 de Novembro de 2008 às 17:59

Dá cá uma cadeira que agora falo eu.
Grilinha, a pedinchice nesta época é uma atrocidade.
Tenho educação católica, e sempre que alguém me vem estender a mão penso sempre naquela máxima "quem dá aos outros empresta a Deus", foi assim que a minha mãe me ensinou. É atroz dizer que não, sinto-me uma pedcadora, mais ainda do que sou, pois anjos só existem (e ainda não se provou) no Céu. Quando chega o Natal, aparecem as pessoas a venderem bonequinhos, trecos e outros objectos simplórios ao passante incauto sempre em nome das crianças, dos pobres, dos sem abrigo. Sinto-me quase na obrigação de dizer que não dou porque nos tempos que correm quem é pobre e quase sem abrigo sou eu, infelizmente criança gostaria de continuar a ser, mas isso já não acontecerá nunca mais. Viro a cara, digo que não tenho tempo, e não tenho mesmo tempo para a caridadezinha de circunstância, para a solidariedade sazonal. E sinto-me angustiada, aprisionada nos meus valores que assim renego, sinto-me roubada na consciência. Por isso não gosto do Natal, gostava mais do meu Natal de criança, de jovem, em que as turmas no liceu se degladiavam para darem o cabaz ao senhor contínuo de quem toda a gente gostava, e que era pobre, tinha um rancho de filhos e a mulher em casa. O cabaz eram sempre enorme, recheado com tudo para uma ceia decente, nada faltava naquela cesta. E eu levava de casa o melhor que tinha para colocar naquele cabaz, e adorava ver o sorriso do senhor contínuo quando o recebia.
Nessa altura, eu gostava do Natal.
Beijos!

Maria Ventura
Patroa a 27 de Novembro de 2008 às 21:19

Visita ja o meu blog e deixa marquinha:

diariodajuh.blogs.sapo.pt

*.*

Obrigada,
Beijinho
Juh a 27 de Novembro de 2008 às 22:14

Sabes Grilinha, para mim Natal não é só agora... tem de ser sempre! Quando posso ajudo :D
handsoftime a 28 de Novembro de 2008 às 00:11

Eu ajudo sempre que posso, tanto seja Agosto ou Dezembro, só tenho pena que a maior parte das pessoas só se lembram das necessidades dos mais carênciados nesta altura do ano!
Se eu pudesse, todos os meses ofertaria todas essas pessoas com o que necessitam para que tivessem uma vida confortável, mas não sou rica, por isso vou dando o que posso, a maior parte das vezes são bens alimentares (assalto a horta da minha mãe e pimba...lolll) e roupa, pois ajudar de forma monetária já me é muito complicado.
Bjs
Koala Sorridente a 28 de Novembro de 2008 às 09:54

Sabes uma coisa, Grilhinha ? Já não tenho paciência para as queixas sobre o Natal. De vez em quando ainda me dou ao trabalho de tentar explicar o que penso mas a maior parte das vezes nem entro na discussão.
O Natal é aquilo que fizermos dele, não é uma entidade misteriosa com vontade própria. É certo que esta é uma época em que toda a gente apela para a boa vontade, mas não é o Natal a celebração da boa vontade ? Somos massacrados com pedinchices ? Batem-nos à porta, interpelam-nos na rua, fazem-nos sentir miseráveis se não contribuirmos ? Sinto-me sempre mal quando não posso contribuir em qualquer altura do ano !
Eu celebro o Natal com alegria, com a inocência da infância. Celebro a família, os amigos, o carinho com que sou presenteada durante todo o ano. Celebro o Amor, a minha crença maior, a única arma que poderá mudar o mundo.
Adoro distribuir pequenos presentes e devo ser das pessoas que menos dinheiro gasta nessa tarefa. Se não tiver tempo para os fazer, desenho etiquetas, invento novos embrulhos, imprimo os meus próprios cartões. Poupo a carteira mas dou-me toda por inteiro. Porque, para mim, o Natal tem uma magia especial: põe estrelas nos olhos de quem amo e nada me deixa mais feliz.
Beijinhos
Maria Alfacinha a 28 de Novembro de 2008 às 11:14

Compartilho integralmente o que escrito se mostra. E noto que, outros comentários, parecendo apontar direcções diferentes, acabam por essencialmente ser concordantes.
É verdade que hoje não se sabe, com rigor, quem é pobre, tantas as distorções que a necessidade de compra de habitação veio provocar. Mas, realmente, há pessoas a quem tudo falta. Se vivemos numa sociedade sempre a criar dias especiais - apenas falta o dia do Homem, pois que de pai já existe - porque questionar o dia mais tradicional, com seculares tradições que abrem os braços aos outros e anunciam o abraço das famílias? Claro que há sempre alguém que pode estar triste, na solidão hospitalar ou sem abrigo ou na recordação de perdas de entes queridos nesta data. No meu caso, foi diferente, pois aconteceu no dia de meu aniversário... sei o que custa e me custou quase a própria vida.
Retirando estes pormenores pessoais e a «comercialização» da época, creio estarmos perante um dos raros factos que ainda unem a nossa comunidade...
Com ou sem ir à missa do galo, com maior ou menor solidariedade, com crianças ou filhos já adultos, festejemos a data e tentemos que haja mais esperança, ainda que saibamos que os problemas sociais irão permanecer...
http://cives.blogs.sapo.pt
Manuel Luís a 28 de Novembro de 2008 às 12:11

Oi, Grilinha!
Belo post. Tomara que as pessoas percebam o que deve ser feito.
Só passei pra desejar um ótimo fim de semana.
Um abraço!
Marco.
propagandaearte a 28 de Novembro de 2008 às 14:54

Não fosse pela minha filhota de 6 anos, e nem arvore fazia. O meu desejo mesmo era hibernar de Novembro até Janeiro.
Mulherdoastronauta a 28 de Novembro de 2008 às 21:24

Vivo com muita intensidade esta época que sempre foi tão especial na minha vida. Não são os presentes, mas o espírito de união e de família que se sente que me faz vibrar com o Natal. Para além disso, concordo contigo, é hora de olharmos para quem precisa. Independentemente do email ser falso, este ano vou «olhar» para os outros com mais atenção. A Maria vai amanhã para o Banco Alimentar e no dia 23 vamos estar na zona de Xabregas com um grupo a dar presentes a quem há muito não os tem.
Beijinhos nossos
Estupefacta a 28 de Novembro de 2008 às 23:28


Fernanda Grilo
(Grilinha)
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