30
Jan 10

A semana que agora termina foi cheia de altos e baixos entre dias activos e dias de inércia total.


Ontem por volta das 14 horas decidi sair para tratar de alguns assuntos que já estavam pendentes há algum tempo:


Primeira paragem no Spacio Olivais (ex-Olivais Shopping)

-Tenho que comer que isto já são horas.

Sopa rica de peixe e 1 arroz doce (soube mesmo bem)

Pingo Doce - fruta, queijo, fiambre, talho, umas bolachas (olha as joaninhas que os meus filhos comiam há 20 anos) ... caixa ... €€€ (3 dígitos num piscar de olhos)


Próxima paragem na Farmácia

- (medicamentos da filha, do filho, do marido e meus) €€€ (novamente 3 dígitos!!)


Seguir até à bomba de gasolina que aquela luz a piscar irrita-me:

- 35€ ...40€ ... 45€ ....(devo ter o depósito roto!! pensei eu ao mesmo tempo que larguei o manipulo) ... afinal ainda levava mais uns litros.

Valeu o talão de desconto do Continente e ainda recebi de volta outro para descontar nas compras (menos mal)


A tarde estava a render mas ainda faltava ir até à Av Almirante Reis comprar os sacos do aspirador que só funciona bem com os da marca.

Há tempos decidi colocar-lhe uns sacos e filtros da linha branca e o "Sr. AEG" acendia luzes por todo o lado a avisar falta de filtro ou saco cheio!!

(5 sacos de linha branca (8€) ... os mesmos 5 sacos AEG e filtro de ar (16€))

Acreditem que até consegui um lugar para o carro mesmo à porta da loja.


Quase 18 Horas e a hora do lanche a aproximar-se.

Em Chelas a pastelaria Golf (aquela do pão quente e bolos deliciosos) foi a última paragem.

- Um galão e um pão quente com manteiga e ainda uns bolinhos para a ceia.


Já regressava a casa com os sacos carregados e a sensação de alívio, quando me lembrei que faltava a fita de franzir para os cortinados .... meia-volta e lá fui à retrosaria a Chelas-de-baixo.


4 horas depois estava a entrar em casa cheia de dores nas costas e as malvadas cãibras nos pés, mas aliviada das tarefas.


Quanto ao titulo do post ... "Eu bem não queria sair" ..... refere-se ao rombo que eu já suspeitava dar na conta bancária mesmo antes de sair de casa.


 

Preciso urgentemente de voltar às minhas caminhadas e às massagens.

Hoje nem ao patamar da escada cheguei!!

* * Grilinha * * às 22:23
estou: sem forças

21
Jan 10

Ora combina ora descombina .... ora anota ora apaga ... ora marca ora desmarca .....

A minha vida é feita destes encontros/desencontros e por já me ter habituado a eles, passei a chamar-lhes de "descombinados".

Sempre que combino alguma coisa, raramente consigo que se cumpra à primeira marcação.


Os encontros/desencontros com os amigos dos blogs/facebook têm andado assim nos últimos anos e por isso se tornaram cada vez mais raros.


No Sábado, lá conseguimos realizar um desses descombinados numa tarde de muita tagarelice, gargalhadas e chá associados à alegria de rever os amigos e de conhecer pessoalmente mais alguns  daqueles que me acompanham, todos os dias e madrugada fora, do outro lado do ecrã.


O desencontro estava marcado para a doçaria  "Mel das Arábias" ali junto à Basílica da Estrela - Lisboa.


Às 15:45 recebo a sms da C.C. a dizer que já estava sentada à espera. O Taxista parecia que estava à espera de convite para o chá e não se despachava a andar com a lata. Cheguei 5 minutos depois


A festa foi tal que a Analycia, a CC e eu pusemos o salão de cabeça no ar para ver o que se passava com tanta algazarra.

Logo de seguida chega a Nanda que já andava a palmilhar Lisboa há algumas horas e desejosa por se sentar que quase se sentava à entrada da porta.

Lá continuamos no blá-blá-blá (4 gralhas a falar ao mesmo tempo). Foi um Deus nos acuda que nem os padres arrumadores que ajudaram a Analycia nos conseguiriam calar.

O Dragão Branco e o Peter dos ovos d'óiro não demoraram a chegar e depois das apresentações e cumprimentos começou finalmente o pedido dos chás.


O cadeirão onde me instalei (guardado pela CC antes que algum lampeiro o raptasse) era magnifico mas mesmo assim andei sempre de levante para espreitar as vitrinas e as prateleiras com tanta coisa que parecia ser tudo delicioso.



Provámos 3 chás diferentes (Menta e Hortelã, Lavanda e Cereja) acompanhados com lokum com baunilha, côco e pistacho .... uhmmmm uma delícia.


É obvio que chá de ervas e frutas com estes doces só poderia dar em conversa de morangos, abóboras, lavanda, galinhas de oiro, xp, e outros termos que só os farmrancheiros entendem (farmrancheiros é o nome dado a quem joga FarmVille no facebook).

- Convém dar aqui estas explicações pois muitos dos que me lêem não jogam este jogo e ainda podem pensar que me juntei a alguma seita esquisita


 

O chá e a conversa já ia a mais de meio quando a Leda e a Daphne deram à costa ... ops chegaram à doçaria, pois tinham estacionado o carro a 100 metros da porta mas decidiram seguir no sentido inverso da mesma e depois voltar para trás.


O Pedro das galinhas d'oiro é novato nestes encontros e temo que tenha ficado assustado com tamanha "cacarejisse" que lhe saiu pela frente. Espero que o Dragão Branco lhe diga que somos tagarelas mas lá no fundo .... pode ser no fundo da quinta  ..... somos boa companhia.


A noite já tinha chegado. O salão deveria encerrar às 18:00 horas e os 7 farmrancheiros com vontade de continuar ali pela noite dentro pois ainda havia tanto para dizer/ouvir e truques e dicas para trocar.


Fizeram-se algumas compras individuais de chá e bolinhos porque aquilo não podia ficar assim só por uma prova!!


Despedidas feitas à porta da Basílica com a promessa (abençoada) de novo desencontro para quando o Dragão regressar de viagem.


Para os curiosos mas sem coragem de entrar na rede social (facebook) e na Farmville, aqui fica uma foto da minha quinta no dia de hoje já que as plantações crescem e os animais mexem-se e amanhã estará ligeiramente diferente.



Analycia, CC, Nanda, Dragão, e Leda gostei de vos rever e ao Pedro das galinhas d'oiro e à Daphne adorei ter conhecido pessoalmente e um obrigada a todos pela tarde magnífica.


Para os mais Cuscos há ainda outras 2 reportagens no blog da Analycia e no blog da C.C.

* * Grilinha * * às 01:34
estou:
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31
Dez 09

O sapo lançou o desafio para se eleger o post que mais nos marcou ao longo do ano.de 2009.

Tive vários posts que me marcaram ao longo do ano, mas este que aqui coloco é por certo aquele que mais vezes voltarei a ler por resumir em poucas linhas o meu ano de 2009.

Boas saídas e melhores entradas são os meus votos a todos os que me visitam e comentam.

 

* * Grilinha * * às 18:33
estou: a contar os minutos para o fim
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30
Dez 09

Este post tem estado pendente mas achei por bem publicá-lo já, para não começar o ano com posts de "Mau-Feitio"

.............................

Ouve-se muito a frase "O Natal já não é o que era!!"

 

Eu acho que o Natal continua a ser o que era mesmo acompanhando as alterações ao longo dos anos.

 

Na minha infância e juventude (décadas de 60 e 70) a noite de Natal era uma típica noite da Beira Baixa:

- Alguns elementos da família (nunca menos de 15) juntavam-se numa das casas maiores e festejava-se o nascimento do menino Jesus com a ceia (bacalhau, couves e batatas) e fritavam-se as filhoses e coscorões ao longo da noite ao som dos cantares típicos de Natal.

Os mais novos divertiam-se a ajudar as mães e tias a esticar a massa das filhoses.

As prendas (a dos pais e pouco mais) estavam em casa de cada um e só se abriam na manhã do dia 25.

 

Com o passar dos tempos e acompanhando a evolução económico/consumista do País e do Mundo e a constituição das famílias, a comemoração do Natal sofreu alterações.

 

Os mais novos (primos e primas) foram casando e assim se foram formando vários núcleos familiares.

 

Não fui excepção e desde 1979 que passei a ter o Natal em minha casa com a família que constituí (filhos, pais, sogros e cunhados). Com o decorrer dos anos, novas famílias e novas divisões se impuseram.

 

Hoje em dia "a crise" é motivo de justificação para tudo e mais alguma coisa e para muitos nesta época ela vem mesmo a calhar para justificar o que não tem justificação (digo eu que tenho mau-feito).

A crise??!!! Não será ela justificação esfarrapada para justificar o que não tem justificação?

 

Para mim as crianças e jovens continuam a ser o alvo dos festejos do Natal (família, ternura do passado, valor do presente e esperança no futuro).

 

Recordo com saudade a simples filhós (forma de boneco) que a minha avó mandava para Lisboa e nunca se esquecia de nenhum dos mais de 30 netos que tinha.

* * Grilinha * * às 02:12
estou: a remoer o assunto

26
Dez 09

Este ano a noite da consoada foi diferente do habitual.

 

O genro e a filha fizeram o convite e lá fomos nós com os compadres passar o Natal a casa deles.

 

A família cresce, reformula-se e as mudanças de hábitos são inevitáveis.

 

Nos últimos anos o Natal era passado apenas a 4 e por vezes fora da data porque os meus internamentos alteravam os planos ao calendário.

 

Mesmo assim os filhos faziam a festa e comandavam a operação de distribuição de presentes quer fosse dia 24 ou 27 de Dezembro.

 

As comadres trataram da ementa e os anfitriões prepararam a casa para receber as famílias.

A minha comadre é uma excelente cozinheira e preparou umas entradas, um bacalhau com todos e um bacalhau com natas .... 5 estrelas.

 

Depois do jantar foi hora de reunir todos no sofá a assistir a fotos das viagens da Ana pelo Mundo e ainda a um pequeno filme de animação até chegar a hora da distribuição dos presentes.

À anfitriã coube a tarefa da distribuição dos mesmos e foi uma sequência de emoções e boa disposição que nem demos pelo passar das horas.

Já madrugada dentro foi hora de regressar às nossas casas com o coração cheio de amor e muita emoção.

* * Grilinha * * às 21:26
estou:

22
Dez 09

Um Feliz e Santo Natal a todos os que passarem por este blog

 

* * Grilinha * * às 12:25
estou:
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16
Dez 09

Envelhecer é inevitável e faz parte do crescimento natural e contínuo da vida.

 

Neste processo evolutivo acontecem momentos de abrandamento aos quais lhes chamamos “etapas/crises”.

 

Ao longo da vida as “etapas/crises”, pequenas ou grandes, traumáticas ou naturais, sucedem-se e encaixam-se num crescente de aprendizagem e saber.

 
Crise da puberdade – se tive nem me lembro!!

Crise da adolescência – lembro-me que dei algumas (bastantes) dores de cabeça à minha mãe

Crise dos 20 – nem sei se a tive porque foi a melhor fase da minha vida (casamento e filhos)

Crise dos 30 – uhmmm ...... bem ..... ai ai ..... nem sei por onde começar pois só me lembro que a cada dia que passava parecia que o Mundo ía ser meu (família e carreira de vento em popa).

Crise dos 40 – chegou aos 40 e 20 dias tipo, bomba atómica (quem quiser saber mais basta clicar ali na Tag saúde)

Crise dos 50 – saltou definitivamente para a crise dos 70 (robe, pantufas e sofá)


 

Segundo dizem os entendidos, já ultrapassei a “etapa/crise” da meia-idade (40-50), a fase da consciência do próprio envelhecimento e da existência de limites da vida que coincide com a “etapa/crise” das hormonas.

 

Já realizei muitos dos meus sonhos (família, filhos, carreira).

Os meus pais já se foram e os filhos já trilham pelo seu próprio pé os caminhos da independência.

 
Deparo-me agora com o factor tempo ou falta dele.

- “ter tempo para isto ou para aquilo” , “ recuperar o tempo perdido!!”

 

A minha relação com o “tempo” não está a ser nada fácil e os cabelos brancos, as rugas e a débil condição física são a prova disso.

 

Será sempre uma incógnita saber quando atingimos a “meia-idade”

- Quem é que sabe onde fica o meio-da-idade??
 
Os 52 anos chegaram hoje e o futuro a Deus pertence.
 
Deixei de dizer: - Amanhã eu vou ou Depois de amanhã eu faço

Passei a dizer: - Hoje não consigo, talvez amanhã lá vá .... (mas sempre acreditando que chego lá - ao amanhã)

 

Obrigada por me visitarem e pela paciência em me lerem.

 

* * Grilinha * * às 00:01
estou:

10
Dez 09

Esta manhã acordei melhor e pensei:


-É hoje que vou á baixa comprar 2 ou 3 coisas e até já sei o sítio certo.


Há 8 dias que não punha um pé na rua e depois do almoço lá fui até ao Parque da Praça da Figueira, uma olhadela no Braz  e Braz (tinham o que eu queria ... uhffff) e uma paragem na Suíça conforme documenta a foto.

 


Uma passagem pela Camisaria Moderna (já comprei a prenda para o engº) onde me ficaram com carradas de € € €


Na Rua D Antão de Almada deu para recordar os tempos em que comprava o bacalhau inteiro e o mandava cortar ás postas ali na Bacalhoaria.
O homem das castanhas não se calava a dizer "quentes e boas" "estão quentinhas".


Com algum sol, meio envergonhado, meti-me a caminho pela Rua Augusta ..... aiiii .. aiiii ..... aiiii  ......  lá me encostei à parede a esfregar a perna cheia de dores.


O polícia na esquina olhou para mim (talvez a pensar que fosse fita) e lentamente veio perguntar-me se precisava de ajuda.


Resumidamente (não é fácil) expliquei-lhe o porquê daquela dor e que teria de me sentar até melhorar (sentada na esplanada a esfregar a perna quase 15 minutos)


Tinha planejado surpreender a Patroa da Roulotte das Farturas que trabalha lá para os fundos da Rua Augusta.


Regressei ao Parque de estacionamento a coxear e só pensava nas dores que iria ter a conduzir (malvado pedal da embraiagem que nunca me pareceu tão rijo)
O rapaz deliciou-se com as castanhas assadas e eu cá estou com a perna estendida e bolsa de água quente.
Raios-parta o caruncho!!!
PS1: Não me posso esquecer de pedir análises ao magnésio
PS2: Claudicação intermitente (é uma dor que surge tipicamente quando os músculos dessa extremidade são exercitados, por exemplo, quando a pessoa caminha, e pode ser localizada em zonas diferentes do membro (barriga da perna ou coxa).

* * Grilinha * * às 20:05
estou: estou com a perna feita num 8
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Fernanda Grilo
(Grilinha)
52 anos
Lisboa-Portugal
A Meteorologia


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