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"A Cozinha da Grilinha"


25
Abr 14

 

Há 40 anos (com 16 anos e no último ano do Curso Comercial) o dia começou como qualquer outra 5ª feira, com aulas numa Primavera cheia de Sol e céu Azul.
Às 7:30 a habitual corrida para apanhar o último carro operário no Poço do Bispo (eléctrico com bilhetes até às 7:30 de ida e volta pelo preço de uma única viagem)
Às 8:00 a 1ª aula do dia correu normalmente mas no intervalo já se ouviam rumores nos corredores e um toque mais prolongado indicava reunião nas marquises, das raparigas e dos rapazes, para ouvir alguma informação.
Mandaram-nos para casa e nada mais nos foi dito nem ninguém se atrevia a fazer qualquer pergunta naquela época.
Alguns já sabiam que algo se passava na Praça do Comércio (estávamos na Patrício Prazeres ali junto a Sta Apolónia).
Segui para casa a pé com algumas colegas e reparei nos operários, de Xabregas ao Poço do Bispo, que estavam junto à porta das fábricas em grupos a conversar.
O meu pai apareceu a meio caminho na sua "Vespa" e de olhos azuis a brilhar e sorridente, mandou-me subir e recomendou às minhas colegas que fossem para casa.
O resto do dia foi passado no pátio com toda a vizinhança a comentar a escassa informação que ia chegando de um vizinho que trabalhava na Assembleia e a ouvir os comunicados pelo rádio.
Desse dia em diante todos os anos este dia e o 1º de Maio eram comemorados com a família na Praça do Comércio e participando nas manifestações de luta e comemoração de direitos e liberdades (liberdade de expressão, direito à saúde, ao ensino superior, às melhores condições de trabalho e igualdade de salário, etc etc.)
Hoje vejo os jovens a lutar por estes direitos apesar de carregados de normas globais sobre Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais que ninguém respeita.
Apesar do avanço da ciência e carregados de tecnologia assistimos à crescente globalização financeira e dos mercados que têm provocado instabilidade, desemprego e exclusão social.
O 25 de Abril de 1974 derrubou o regime do Estado Novo que nos mergulhou em 40 anos de ditadura e deu lugar a um regime democrático e a uma nova constituição desde 1976. Gritava-se a expressão "O povo unido jamais será vencido" que hoje continua a ser um grito à democracia e à esperança de uma vida melhor.
- Está na hora de voltar a fazer História!!!

* * Grilinha * * às 17:05
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19
Fev 14


Nas ruas as pessoas andam tristes e sem esperança disse há pouco João Tordo (filho do cantor Fernando Tordo) em directo na TVI.

Todos nós constatamos esse facto no dia-a-dia e só os nossos (des)governantes continuam a anunciar de sorriso nos lábios, que a crise acabou, quando a realidade é que foram eles que acabaram com o País e com um Povo com quase mil anos de História, Lutas e Conquistas.
Os jovens de hoje, quando interrogados, respondem na sua maioria que pensam seriamente em emigrar. Que vergonha meus senhores des(governantes).

Comemora-se este ano os 40 anos do 25 Abril. Ao jeito de Baptista Bastos pergunta-se "Onde é que estavas no 25 de Abril?".
Já contei o meu dia do 25 de Abril de 1974 algures, aqui no blog, mas hoje pergunto:
- Onde estão os Homens do 25 de Abril?
- Para quando outro 25 de Abril?
Como diz João Tordo no último parágrafo da carta que escreveu ao pai:
"Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora
A mim;
"Dói-me saber que, há 2 anos, o meu filho se foi embora" :( e ... estou como esta mãe que escreve no cartaz;
"Estou Só, o meu filho emigrou!!!"

* * Grilinha * * às 21:38
estou: desapontada

31
Dez 13

No Fim do Ano é hora de se fazer um balanço aos 12 Meses que agora findam.
2013 foi mais um ano negativo em termos de saúde (objectivos não atingidos), sonhos e expectativas aquém do previsto no início do Ano.
O positivo foi que aprendi a lidar melhor com frustrações, dores de qualquer tipo e reforcei a persistência para que amanhã comece um Novo Ano com Novos Sonhos e Fé para os realizar. 
Desejo a todos um Feliz 2014
 

* * Grilinha * * às 13:31
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16
Dez 13

 

 

Envelhecer é inevitável e faz parte do crescimento natural e contínuo da vida.

Neste processo evolutivo acontecem momentos de abrandamento aos quais lhes chamamos “etapas/crises”.

Ao longo da vida as “etapas/crises”, pequenas ou grandes, traumáticas ou naturais, sucedem-se e encaixam-se num crescente de aprendizagem e saber.

 

Crise da puberdade – se tive nem me lembro!!

Crise da adolescência – lembro-me que dei algumas (bastantes) dores de cabeça à minha mãe

Crise dos 20 – nem sei se a tive porque foi a melhor fase da minha vida (casamento e filhos)

Crise dos 30 – uhmmm ...... bem ..... ..... nem sei por onde começar, pois … … só me lembro que a cada dia que passava achava que o Mundo ia ser meu (família, curso e carreira de vento em popa).

Crise dos 40 – esta chegou aos 20 dias depois dos 40 (6/1/1998) tipo, bomba atómica!!

Crise dos 50 – saltou definitivamente para a crise dos 70 (sofá, robe, pantufas, internet, chá e bolachas)

Segundo dizem os entendidos, saltei a “etapa/crise” da meia-idade (40-60), a fase da consciência do próprio envelhecimento e da existência de limites da vida.

 

Já realizei muitos dos meus sonhos (família, filhos, carreira).

Os meus pais já se foram e os filhos já trilham pelo seu próprio pé os caminhos da independência.

Deparo-me agora com o factor tempo ou falta dele.

- “ter tempo para isto ou para aquilo”

A minha relação com o “tempo” não está a ser nada fácil e os cabelos brancos, as rugas e a frágil condição física são a prova disso.

Será sempre uma incógnita saber quando atingimos a “meia-idade”

- Quem é que sabe onde fica o meio-da-idade??

- Os 56 anos chegaram hoje e o futuro a Deus pertence.

Deixei de dizer:

- Amanhã eu vou ou Depois de Amanhã eu faço.

Passei a dizer:

- Hoje não consigo, talvez amanhã lá vá .... (mas sempre acreditando que chego lá - ao amanhã)

 

Obrigada família, amigos reais e net_amigos, por me fazerem companhia ao longo destes anos, pela paciência e apoio que me dão.

Grilinha (16/12/2013)

* * Grilinha * * às 22:53
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27
Nov 13

Esta noite (mais uma noitada sem dormir) dei por mim a pensar nas voltas que tenho dado à minha vida e cheguei à conclusão de que os anos 20, 30, 40, 45, 50, 55 foram aqueles em que fiz mais mudanças e constato que está a encurtar a distância entre elas.

Aos 20 "O Casamento" (23 e 25 o nascimento da rapaziada).

Aos 30 mudança de emprego e deixar a anterior área de estudo - Letras - "Línguas e Literaturas Modernas Francês, Inglês e Alemão" para ingressar na área de Economia (voltar ao 10º ano para fazer Matemática, Geografia e História porque o resto tinha equivalência)

Aos 33 ingressar na Universidade acabada de inaugurar as novas instalações a 50 metros do trabalho. O curso de Gestão de Empresas (5 anos) corria a um ritmo calmo e com um grupo de amigos e colegas fantástico (Rui, Ramalho, João Torres, Zé Lourenço, João Milheiro)

Aos 40 preparava a festa de formatura, o "Canudo de Drª" à vista, a carreira profissional ia de vento em popa. Tinha uma equipa de colaboradores magnifica (ZéZé, Filé, João, Susana I, Susana II e muitos mais que por lá passaram e estagiaram), a rapaziada crescia a olhos vistos (16 e 14 anos) e enchiam-me o coração de alegrias e mimos todos os dias.

No dia 6 de Janeiro de 1998 já não participei na festa do Dia de Reis da secção e ao entrar de urgência no Hosp dos Capuchos só viria a sair de lá 7 Meses depois. Com metade do peso (32 Kgs) e uma incapacidade para o resto da vida levantei a cabeça e decidi que tinha de lutar e seguir em frente. A vida estava do avesso e em fanicos mas com uma família a apoiar com 4 fortes pilares (engº, mãe, filha e filho).

A enorme incapacidade física, o encerramento da Empresa onde trabalhava (2002), a reforma por invalidez não planeada, o último ano do curso incompleto e sem objectivos de aplicação, ... ... ... O grupo de amigos, esse, continuava presente, e hoje cá estão a toda a hora a fazer-me companhia e recordar os bons momentos que passámos e crescemos juntos, com os livros e cadernos às costas depois de um dia de trabalho, as cábulas de rolinho infalíveis do Rui, a técnica de consulta do João Torres, a minha técnica do auricular, a técnica do Ramalho em ripar as folhas de teste do colega da frente ou de trás, o Zé Lourenço e o João Milheiro eram mais discretos e esperavam por algo que lhes caísse de pára-quedas na secretária.

Estas fotos tiradas na saudosa Feira Popular de Lisboa onde íamos, todos os anos festejar o final do ano lectivo da Faculdade, fez-me sorrir e voltar a esses tempos.

Aos 45 perdi a D. Grila que decidiu ir para junto do Sr. Grilo e deixou-nos a todos, cá em casa, com um vazio muito grande e a fazer-me muita falta a mim.

A bater à porta dos 50 chega a confirmação do Crohn e traz associada uma lista crescente de incapacidades que me corrói a cada dia.

Com os 55 à vista passo ao estado efectivo de "Sogra" e ganho um genro (já merecia um momento de enorme felicidade), mas algum tempo depois o meu rapaz levanta voo, pega nas malas e muda-se para o País das Tulipas - Lá se foi metade do meu coração que na hora da despedida me disse: "- Mãe, cuida-te que eu estou cá pelo Natal" :(

A cada Natal acrescento 1 ano à vida e à esperança de ter cá o rapaz, por breves dias, no meu colo. (faltam 26 dias)

Diz o ditado que "Recordar é Viver" e eu faço por isso, continuando a recordar os bons momentos do passado para ver se chego aos 60 e quem sabe, mais uma reviravolta.
Às voltas, com as voltas da vida!!!

* * Grilinha * * às 11:27
estou: Nostálgica

18
Out 13

 

 

Desde que comecei a trabalhar e a ganhar o meu dinheiro aos 18 anos que adoro fazer compras de roupa e acessórios.
Usava sempre roupa da moda mas de preferência mini-saias, vestidos, blusas e casacos coloridos, sapatos altos, meias altas de renda, bons perfumes, cabeleireiro e manicure semanal e pouca maquilhagem e trazia os 2 filhos como 2 mini-manequins de roupa de criança sempre engomadinhos.
A minha mãe ensinou-me que ao acordar se deve seguir este ritual: banho, pentear, comer e vestir roupa de sair ou de andar por casa mas nunca pijama, robe e chinelos.
- Pijama, robe e chinelos só uso 24 horas no Hospital e mesmo assim durante o dia uso t-shirts giras com as calças do pijama.
De facto nos últimos 10 anos, como reformada, passei a estar mais tempo em casa o que me leva a usar roupa confortável durante o dia e os pijamas também levam mais uso.
Este ano com 5 internamentos registados o engº está sempre a dar-me na cabeça que preciso de pijamas e meias de dormir novos (uso meias de dormir quer de verão quer de inverno e nunca ponho os pés descalços no chão)
Ontem, depois das análises lá fui dar um veraneio e fui gastar uns trocos em pijamas (só 2), calças de andar por casa, t-shirts de várias cores, meias e sapatinhos antiderrapantes para o engº fazer brilharete quando chega à visita ao hospital e adora calçar-me e vestir-me roupa diferente (acho que ele me vê como uma boneca de brincar)
Ao final do dia ofereci-lhe uma boina de cortiça da "arte lusa" e ficou todo contente (perde boinas e chapéus nos restaurantes como se perdem chapéus-de-chuva). Não há capa em cortiça para o meu tablet de 11,6" mas deve chegar para o Natal.
Na C&A oferecem um cartão de 10€ de desconto para uma próxima compra. Vou lá voltar e trazer mais umas malhas leves que estão a chegar e essas sim, preciso substituir.
Já tenho saudades de ir com a minha rapariga no início da Primavera e do Outono calcorrear Lisboa para comprar os fatos e os camiseiros e andarmos dias inteiros nas lojas da Saccor, da Caroll ou da Naracamicie sem ter que ir a Paris ou Milão com o desgaste de voos, hotéis e jet-lags eheheh
ANDAR ÁS COMPRAS JÁ NÃO É O QUE ERA!!! 

* * Grilinha * * às 16:07
estou: Nostálgica
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16
Out 13

 

Uma nova crise começou a dar sinais da sua graça ao acordar de 6ª feira (dor de cabeça, náuseas, desequilíbrio...)

O dia lá se foi passando com chá e bolachas até porque ao final da tarde tinha combinado acompanhar a filha à consulta de Bioenergia e à qual já faltei por 2 vezes (alguma força negativa me impedia de ir a esta consulta)
Já tinha feito o teste IoMET e ia saber o resultado. (Através do preenchimento de questionário com 81 perguntas é possível avaliar os desequilíbrios relacionados com o nosso meio ambiente e  hábitos alimentares, em 7 terrenos biológicos - CHANBIO - Carenciado, Hipoglicémico, Ácido, Neuro-distónico, Baso-colítico, Intoxicado e Oxidado)
Enquanto a filha fazia o tratamento o médico foi-me consultando e mostrando lentamente o resultado do meu teste IoMET.
- Nunca tinha visto um caso tão complicado como o meu e descreveu-o da seguinte forma:
- Já está crucificada. Sabe o que isso significa? (significa que tenho pouco tempo para recuperar e voltar à vida)
(todas as barras estavam acima dos 50% (mau) mas a barra do Neuro-distónico bate os 85% e que se caracteriza por uma sensibilidade ao stress, esgotamento nervoso, irritabilidade frequente, transtorno do sono e do humor. Disse mesmo que estou à beira de um AVC a qualquer hora) 
A minha rapariga quase ficava electrocutada na sessão de Mora-therapy e eu obtive ali a confirmação daquilo que me venho queixando nos últimos 3 anos mas que todos acham que são sintomas normais das doenças que tenho.
Consulta daqui a 3 semanas com o resultado das análises à intolerância alimentar (teste a 217 alimentos).
Entretanto a crise da vesícula/Crohn complicou-se e só deu tréguas a partir de ontem 3ª feira.
A quem interessar fica aqui a explicação do que é o teste Iomet e a Bioenergia.

Como referência de preços consulta 130€/95€  inclui (psicoterapia e avaliação evolutiva do tratamento, sessão reiki, electroterapia ou acupuntura), análises à intolerância alimentar 295€, suplementos e produtos naturais a adquirir na Trigal "preço surpresa??!!!"

Há que seguir à risca o tratamento e o acompanhamento do Dr. João Faria.

Lá para o Natal espero ter bons resultados e nem quero pensar no rombo que vou dar às finanças domésticas.

* * Grilinha * * às 12:43
estou: Expectante

04
Set 13


O Sapo está de Parabéns pelo seu 18º Aniversário.

Foi há cerca de 15 anos que conheci o Sapo, como cliente PT e ainda hoje mantenho essa fidelidade através do meu 1º email grilinha@sapo.pt 
Os extintos "Fóruns do sapo" foram a minha porta de entrada para o mundo virtual.
Ali entrei num grupo de pessoas, adeptas de boa comida, boa bebida mas em particular de boas e animadas conversas "A Adega" e que ao longo dos anos ficaram a pertencer ao meu grupo de Amigos reais até aos dias de hoje.
Este Sapo (foto) era presença obrigatória (cada um levava a sua mascote) em muitos dos encontros promovidos por este grupo que continua unido.
O Blog Grilinha surgiu com o nascimento do Sapo.Blogs em finais de 2003 e é aqui que guardo as memórias destes últimos 10 anos de vida, convívios e amizades.
Tenho um carinho especial pelo Sapo e em particular pela equipa dos Blogs, pois foi o local onde o meu filho "Tó" aprendeu a dar os primeiros passos no mundo do trabalho e onde fez amigos para a vida. Hoje em dia a filha também já faz parte dos quadros "PT".
Parabéns ao Sapo e a todas as suas equipas que ao longo dos anos têm feito pela evolução da internet/tecnologia nas nossas vidas.
Grilinha

* * Grilinha * * às 16:53
estou:

26
Dez 12

 

O Natal de 2012 está na hora da despedida.
A energia de há duas semanas abrandou um pouco com o ataque súbito do vírus da vacina da gripe, no entanto, a Noite da Consoada correu muito bem com as famílias reunidas uma vez mais, em casa do novo casal.
A ceia tradicional decorreu num alegre convívio até à hora da distribuição de lembranças que começou com um coro natalício interpretado pelo genro, mãe e irmã.
Seguiu-se a habitual distribuição de presentes/lembranças e este ano coube ao genro a tarefa de "Pai Natal de serviço".
A boa disposição prolongou-se e já bem madrugada fora regressámos a casa com o emigrante cansado da jornada mas feliz por voltar a dormir no seu quarto e na cama de Portugal.
Hoje foi dia de reunião/almoço cá em casa e o genro com "paciência de santo" passou a tarde a configurar o meu novo brinquedo, "tablet smart pc" (presente dos filhos) e a explicar-me como funciona.
Agora, há que aproveitar a estada do rapaz até ao Ano Novo e depois, depois .... ficam já a saber que nas primeiras semanas do ano não me devem, telefonar, tocar à campainha ou perguntar o que quer que seja!!!
Depois não digam que não avisei!!! :/
Boas Festas

* * Grilinha * * às 00:06
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21
Dez 12

O Natal está à porta e mais um ano a chegar ao fim.
2012 não fugiu à regra e foi entortando ao longo dos Meses.

A ausência do filho emigrado na Holanda, a filha 6 meses na terra do tio Sam e os sogros enrolados na engrenagem dos 80.

Felizmente chega o cheiro a filhoses, sonhos, bolo rei, árvores de Natal e Presépios coloridos.

O calendário chega ao Fim. Mais um ano a somar ao BI

FELIZ NATAL 2012


 

* * Grilinha * * às 22:33
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16
Mar 12

O dia prometia aventura (S. José/Capuchos)

Com a carta de urg. para dermatologia, lá me apresentei esta manhã (08:30h) em S.José. Triagem (enfermeira), sala de espera, médico que transcreveu tudo o que vinha no papel do centro de saúde e as minhas confirmações.
Informou-me (apesar de eu já saber) que tinha de seguir para o outro Hospital onde está a Consulta de Dermatologia.

Acompanhou-me ao balcão (muito simpático) para ser feita a marcação imediata da consulta e se possível fosse no transporte de doentes entre hospitais.
Do serviço de transportes disseram que não havia carrinha e que para ir na ambulância só com requisição do médico (desisti).

A Srª do guichet com pena de mim e por saber, quão difícil é subir a rampa e atravessar o jardim até ao outro hospital, ainda tentou o transporte de pessoal mas veio o "não".
Táxi nem me atrevi, que o taxista quando lhe dissesse para onde era, atirava-me porta fora ou rogava-me 3759 pragas, pois trajectos curtos não gostam de fazer.

 

Lá meti pés ao caminho e rampa acima (850 metros) com meia-dúzia de paragens pelo caminho.
Ao cimo, agradeci ao Dr Sousa Martins (estátua) ter-me ajudado a fazer o caminho sem percalços.
Quando cheguei á consulta já a médica estava à minha espera e ficou indignada por eu ter ido a pé!!! Encolheu os ombros (modo indignação).
Resumindo; Adquiri mais uma doença para a lista: "Rosácea".
Antibiótico (comp e creme) e volta daqui a 6 semanas, boa tarde (já passava das 12:30h)
Na porta ao lado aproveitei para remarcar a cons. da dor crónica e eis que aparece a médica ... bla bla bla
A médica da dor achou que foi exagero o esforço físico de hoje, pois só me recomendou andar 10 minutos por dia em piso direito :)
Estão as caminhadas feitas para os próximos 15 dias :))

* * Grilinha * * às 19:19
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02
Mar 12

O Video é importante ser visto por quem está a pensar emigrar e na próxima 2ª feira (5 de Março) a TVI transmite a reportagem completa.

 

 

(clicar na imagem para ver a pequena reportagem de hoje)
(2 de Março 2012 Emigração Portuguesa)

 

11:09 - trimm trimm (a filha de férias vê a TVI)

- Óh mãe estás a ver a TVI? Estão a entrevistar emigrantes enganados na Holanda e Suiça e num dos casos não conseguem contactar os angariadores.

É um problema aproveitarem-se das fragilidades das pessoas blá blá (conversa de quem já palmilhou meio-Mundo em trabalho mas irmã descansada, com a situação do irmão, emigrante legal)

- Até logo filha. Vou tomar o pequeno almoço que hoje adormeci.

.... trimmm trimmmm .... (amiga)

- Óh Grila estás a ver a TVI?

- Sim já vi

- O teu filho está bem, não é um casos destes?

- Está bem e é emigrante legal com contrato, Seguro, Seg Social, Conta Bancária, Registo no Consolado, Casa ...

- Ok beijinhos

..... trimm trimmmm ... (prima)

- Fernanda estás bem? Estou a ver na TVI o problema dos emigrantes ilegais na Holanda e lembrei-me do Tó. ….

- Com o Tó está tudo bem ... blá blá ... beijinhos

.... Vou ver se acabo de comer ...

.......... trimm trimm (vizinha do 1º andar)

- D. Fernanda tenho estado a ver a TVI e lembrei-me logo do nosso Tózinho mas sei que com ele tá tudo bem.

- Está sim vizinha e o seu filho que tenha atenção no caso dele e no País para onde vai.

11:33 ..... A torrada meio-comida, os comprimidos metade-tomados e o capuccino frio mas feliz por saber que família e amigos se preocupam comigo e com os meus.

A Tia e a Avó não ligaram porque sabem que o rapaz está bem, pois veem a TVI.

 

Toda a atenção e cuidado são poucos, antes de aceitarem qualquer trabalho no exterior. A 1ª viagem de ida e volta paga pelo empresário é muito importante,  já para não falar no contrato de trabalho traduzido e assinado em única via. Não é fácil e depende muito das Empresas/funções dos contratados.

Boa sorte a todos os que têm que emigrar e não têm possibilidade ou facilidade de acesso a este tipo de informações legais.

Já se fazem sentir as "SAUDADES" dos abraços do rapaz, apesar de o ver e ouvir quase todos os dias pela net. 

* * Grilinha * * às 19:51
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20
Fev 12

No final de 2011 o Primeiro Ministro disse na Comunicação Social que os professores desempregados deveriam optar pela emigração. (façam as malinhas e deixem filhos, maridos ou mulheres por cá e "abandonem a zona de conforto")

O Ministro Miguel Relvas apoiou esta ideia e reforçou a mesma indicando África e Brasil como boas opções para emigrar e que iria ser criado um Gabinete de Apoio à Emigração (Gabinete do xuto-no-traseiro daqueles que lhes podem fazer frente e atrapalhar as ideias de um Governo Oligarquista).
Em Janeiro foi a França que veio recrutar Médicos e Enfermeiros, esta semana foi a Alemanha que decidiu recrutar engenheiros .....

 

- Um País sem jovens e sem gente qualificada é um País pobre e sem iniciativa.

- Um País de famílias separadas por falta de apoio dos seus governantes é um País desmoralizado e descrente.

- Um País de velhos, doentes e incapacitados é um País caduco e moribundo.

- Um País que pede sacrifícios aos grupos mais vulneráveis (classe trabalhadora e reformados) e proteje os ricos é um País cruel e insensivel.   

 

Durante 30 anos trabalhei e lutei pelos meus sonhos, sempre com um sorriso nos lábios.

Pensava chegar à idade da reforma e poder descansar feliz, com os filhos profissionalmente e pessoalmente realizados, sem ter que depender de ninguém.
Consegui proporcionar aos meus filhos, formação e educação superiores. Sacrifiquei-me e sacrifiquei-os dedicando-me à carreira profissional 12/14 horas por dia a pensar no Futuro/Velhice sem sobressaltos.

 

A filha, há 10 anos que trabalha pelos 4 Continentes e só não se fixou por lá, porque o desejo de constituir família falou mais alto, mas volta e meia lá vai ela, qual caixeira-viajante, facultando mão-de-obra altamente qualificada num País estrangeiro.

 

O filho, há alguns anos que vê o núcleo de amigos a desmembrar-se pelos 4 cantos do Mundo e, se até agora nunca lhe faltou emprego, já a evolução profissional tem sido barrada pela "conjuntura actual".

Bastaram 2 meses para que um País do Centro/Oeste Europeu lhe abrisse as portas facultando um contrato de trabalho com condições iguais a quem executa tarefas iguais, apoio na legalização e todo o acolhimento necessário a quem "cai de pára-quedas com armas e bagagens" num País estrangeiro.

 

Por cá, ficou a família desmembrada e um silêncio que rói por dentro o coração e a alma.

Eu sei que as novas tecnologias nos ajudam a matar saudades mas faz-me falta os seus beijos e abraços, as confidências diárias, o apoio de um filho sempre presente, a companhia ao pequeno almoço, ao jantar e no chá com torradas antes de deitar ... a ele faz-lhe falta a presença da família.

 

Aos Holandeses só me resta pedir-lhes que tomem conta do "meu menino" e que podem contar com um excelente profissional e um cidadão cumpridor.

 

Quando me tocam nos filhos, sou vingativa e tenho mau-feitio e por isso mesmo aos Governantes deste País desejo que os filhos lhes causem em dobro, ... triplo, a dor e a saudade que eles me estão a proporcionar hoje a mim.

 

Grilinha

20 Fevereiro 2012 

* * Grilinha * * às 16:30
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30
Dez 11

Esta foi a frase com que encerrei os posts de 2010:
"Raios parta o ano de  2010 - Faço votos para que termine o mais depressa possível (nem me vou despedir dele não vá o tipo querer manter-se por cá mais algum tempo!!!)"

Infelizmente o mau ano de 2010 perseguiu-me em 2011. O des(governo), a crise e a austeridade a fazerem parte das notícias do dia-a-dia e a saúde ou "falta dela" a acompanharem-me um dia atrás do outro.

 

 

O ano de 2011 começou com o engº a engrossar a lista de dispensados e a ter muita dificuldade em encarar a situação de "dono-de-casa" ao fim de  42 anos de trabalho. Felizmente o part-time de 27 anos (só no Estado) como professor de engª mecânica serviu de escape e lá se foi aguentando até ao Verão (quem já não aguentava era eu!!! ter um homem em casa todos os dias a desarrumar a minha organização).

Fevereiro/Março foram 2 meses de crises, longo internamento e uma difícil recuperação. Perdi de vez o meu "rodinhas" mas ganhámos um latinhas novo em folha para a família.

No Mundo o terramoto e o tsunami no Japão que tocou a todos de uma forma ou de outra.

 

De Abril a Junho foi a correria às consultas de Neurologia, Dor Crónica, Exames, Análises, novos medicamentos e uma reacção negativa a automedicação e sobredosagem.

 

 

Julho chegou com calor e muito havia para fazer na 1ª semana.

O casamento da filha foi a festa mais linda e bem organizada que algum dia participei na minha vida. Ás 3 da manhã do dia seguinte ainda estava com forças para ajudar os noivos a encerrar a festa e deixá-los no Hotel para a merecida noite de núpcias.

 

O Verão foi decorrendo com uns dias cheios de nuvens intercalados com outros cheios de Sol.

 

O Outono chegou quente mas o cair das folhas não deixava dúvida de que a estação da "queda/decadência" estava à porta. Detesto o Outono e menos ainda o Inverno.

O engº voltou a trabalhar e nem o ter que se levantar de madrugada o fez pensar 2 vezes para aceitar o lugar.

 

 

Com o final do ano a aproximar-se a passos largos e com o "Passos" a limpar-nos os subsídios da carteira, chegou mais uma crise das valentes.

Afinal foram "2 crises"; A filha queixava-se há alguns meses de uma cólica abdominal que se veio a revelar ser um "menir" agarrado à vesícula.

 

No dia em que o cirurgião a libertou desse fardo, segui de urgência para outro Hospital da capital com uma crise da minha vesícula e por lá fiquei uma semana até aos feriados de Dezembro.

 

O meu aniversário passou despercebido e quase nem me apetecia lembrar que tinha passado um ano péssimo no meu calendário da vida, não fosse o engº apresentar nessa semana a tese de Mestrado. Agora em vez de engº passei a chamar-lhe "Mestre".

 

O Natal de 2011 foi dos mais complicados dos últimos 10 anos, com pequenas crises diárias toda a semana. A noite da consoada foi salva pela companhia dos compadres, filha, genro, marido e filho que tudo fizeram para que me sentisse bem.

 

Em 2011, o peso desceu novamente aos 39 Kgs, o sistema imunitário está mais debilitado, a resistência física diminuta e ainda há exames médicos de há 1 ano por terminar (a RM do crânio foi remarcada para Março/2012 - 8 meses depois de pedida).

 

 

Dei-me conta que escrevi isto tudo sem recorrer a ajudas de memória!!! "Se calhar a RM não faz falta e as minhas suspeitas de Alzheimer são coisa dos macaquinhos que tenho no sótão"

 

Amanhã termina mais um ano que gostaria de riscar da minha memória não fosse o dia 9 de Julho em que vi a minha princesa, linda e feliz desde que acordou.

 

2011 termina marcado pela crise na Zona Euro, a Primavera-Árabe, a explosão económico-financeira do Brasil, Angola e China.

2012 ficará marcado pelo ano da emigração de mão-de-obra qualificada e pelas dificuldades acrescidas, àqueles, que já pouco têm.

 

Não gosto de escrever este tipo de posts no meu blog, que sempre se pautou por relatos de dificuldades com sorriso e esperança e que agora vejo a desaparecerem do meu rosto e pensamento.

 

 

Desejo a todos um Bom Ano de 2012 com saúde e o amor daqueles que nos continuam a dar forças para lutar por um dia melhor no amanhã.

Grilinha

* * Grilinha * * às 23:32
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09
Dez 11

Desta vez o ditado cumpriu-se; "Não há uma (doente), sem duas (doentes) na mesma casa".
A filha tinha a cirurgia à vesícula marcada para 4ª feira (30/11) e eu comecei logo a preparar-me para estar lá com ela na hora de entrar para o bloco e no acordar (como faço sempre) para a mimar.
Na noite de Sábado para Domingo comecei a ficar demasiado ansiosa e as náuseas e dores abdominais estavam a afluir rapidamente.
Até 3ªf foi vomitar dia e noite e as consequências não se fizeram esperar:

 

Ás 2 horas da manhã, nem INEM, nem Bombeiros tinham ambulância e o rapaz não foi de modas; vestiu-me um roupão, pegou-me ao colo e ala escada abaixo, 4 andares até ao carro e lá seguimos até S. José.

- Internamento rápido em S. José e como a minha médica estava de banco segui pouco depois para os Capuchos, onde  situação de vómitos se manteve até 5ªf de manhã.

O resultado foi terrível e está a preocupar-me ainda: - Uma extrema desidratação deu para colocar a médica em alerta sobre os valores dos rins (creatinina elevadíssima).

 

Entretanto a cirurgia da filha correu bem. O Pai e Marido estiveram lá nas horas certas (uma vesícula extraída com um menir de 2cm) e hoje até já consegue cruzar (mal) os braços.

Já a minha recuperação continuou lenta e com as aventuras habituais:

O Hospital dos Capuchos anda em mudanças de Serviços/Enfermarias. O actual Serv. Cirurgia fica numa enfermaria "magnifica", toda em mármore-rosa nas janelas de portada e painéis de azulejos dos meados do Sec XVI (+/-1579).

Assim que me foi possivel levantar com o bobi atrás (suporte de soros), fui ao banho e dar uma espreitadela pelas paredes/paineis.

 

 

A enfermaria feminina tem cerca de 30 camas e quando a sopa lá chegava à minha cama, ao fundo,  já ia gelada LOL

As confusões com a minha alimentação (depois de chá, chá e chá 2 dias) resolveram-se por a minha médica estar novamente de banco no Domingo (4/12) que decididiu escrever: -  "A doente explica o que pode beber e comer" ....... tudo se resolveu e as sopinhas e purés de fruta estavam perfeitos.

Ok, cá em casa o marido sempre disse que eu servia para ir à tropa, mas que querem??!! Gosto da comida do hospital (estava há 8 dias sem comer nada sólido!!!!)

Mas ...... aquele Domingo (4/12) não foi nada calmo pois a enfª Chefe decidiu fazer uns ajustes e lá andaram as doentes com as almofadas, cobertores e sacos pela mão até outra zona da enfermaria (todas bem dispostas e com as enfªs e auxiliares a colaborarem fez-se a mudança em pouco mais de 1 hora). 

Nota: "Havia muitos doentes em macas em S. José a precisar de ser transferidos e assim conseguiu-se espaço para mais camas, pois é horrivel estar no Hospital numa maca a aguardar cama numa enfermaria".

Não vos vou fazer arrepiar com o estado em que ficaram os meus braços de tantas "picadelas" mas basta dizer que o sangue para análise era tirado pelos médicos na "femoral" (nada de especial para veteranos) eheheh

 

O regresso a casa fez-se 8 dias depois porque a cama era precisa para casos mais urgentes.

Agora é continuar os cuidados alimentares (3 Litros de liquidos diários) e manter a hemoglobina equilibrada.

 

Hoje tive a visita da filha e foi tão bom abraçá-la e tê-la pertinho de mim, mesmo sem uma peça de origem (tadita).

Eu bem andava a avisar cá em casa que estava na hora de ir passar uns dias aos Capuchos ou ao Egas (passo lá sempre o aniversário ou o Natal!!!).
Obrigada a quem me procurou no email, no facebook ou telemovel mas naquela enfermaria não chega rede suficiente (paredes muiiiito grossas)
Venha 2012 e as melhoras para as mulheres cá de casa :)

Grilinha

* * Grilinha * * às 01:16
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Fernanda Grilo
(Grilinha)
16/12/1957
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